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Colômbia avança na genética do câncer: um modelo inspirador para a América Latina

Programa colombiano identifica variantes hereditárias em pacientes oncológicos

Postado em por OncoGenSUS

A Colômbia acaba de divulgar os resultados de um dos maiores estudos já realizados na América Latina sobre câncer hereditário. O trabalho, conduzido pelo Instituto Nacional de Cancerología (INC-C), acompanhou 769 pacientes adultos com tumores sólidos que apresentavam critérios de risco para síndromes de câncer hereditário (HCS).

O programa analisou 105 genes relacionados ao câncer e encontrou variantes patogênicas ou provavelmente patogênicas em 26% dos pacientes, o que revela um grande número de casos com predisposição genética ao câncer. Ao todo, foram identificadas alterações em 43 genes diferentes, e 21% dos pacientes atendidos receberam diagnóstico de alguma síndrome de câncer hereditário — com destaque para a síndrome de câncer de mama e ovário hereditário (HBOC), a síndrome de Lynch (relacionada a câncer colorretal e outros tumores) e polipose adenomatosa familiar (FAP).

Mão com luva de látex ergue uma pequena bandeira da Colômbia contra um céu alaranjado de pôr do sol

Programa colombiano identifica variantes hereditárias em pacientes oncológicos

📌 Principais achados do estudo:

  • 9% dos casos foram relacionados a mutações em BRCA1 e BRCA2.
  • A presença de câncer de mama triplo-negativo e doença bilateral foi altamente preditiva para mutações hereditárias.
  • Diversas variantes genéticas foram recorrentes e exclusivas da população colombiana — reforçando a importância de estudos locais em populações miscigenadas.

O estudo também destacou as dificuldades enfrentadas por pacientes de regiões remotas no acesso ao aconselhamento e testagem genética, propondo como solução a implementação de redes nacionais integradas, uso da telemedicina e programas de testagem em cascata familiar.

💡 Além de fornecer um panorama detalhado da epidemiologia molecular do câncer hereditário no país, o programa colombiano oferece um modelo escalável e replicável para outras nações da América Latina. Ele prova que, mesmo em contextos com infraestrutura limitada, é possível avançar na personalização do cuidado oncológico — desde que haja investimento, capacitação e políticas públicas comprometidas com a equidade.

Este trabalho é um exemplo potente de como a ciência pode ajudar a identificar riscos antes que se tornem doenças, protegendo famílias inteiras e fortalecendo os sistemas de saúde pública.

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